Associação Mico-Leão-Dourado

Seminário Internacional: Tráfico de Animais Silvestres - O caso dos Micos-Leões-Dourados

Encontro ocorreu nesta nesta-feira (11), na sede da Associação Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim.

Por Ariane Ludmila Marques

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O tráfico internacional foi, no passado, uma das principais ameaças à conservação do Mico-Leão-Dourado. Apesar dessa atividade ter sido significativamente reduzida nas últimas décadas devido ao intenso esforço de conservação, infelizmente, nos últimos anos, voltou a ser registrada. 


Casos de tráfico em países como Suriname, Guiana e Togo, na África, causaram alerta em todos os que se preocupam com a espécie.

Por isso, com o apoio do GEF Áreas Privadas, a Associação Mico-Leão-Dourado e a Polícia Federal organizaram, no dia 8 de agosto, um Seminário Internacional no Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado para debater o tema.


Palestraram no seminário Juliana Ferreira, diretora geral da ONG Freeland Brasil; Kristin Leus, do Copenhagen Zoo e da Associação Europeia de Zoos e Aquários, Kenton Kerns, do Zoológico Nacional de Washington; Fábio Eller de Oliveira, agente da Polícia Federal; e Carlos Eduardo Marinello, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente.


A plateia reuniu as mais diferentes instituições com responsabilidades na fiscalização das florestas, tais como ICMBio, prefeituras, Polícia Ambiental do Rio de Janeiro entre outras. O encontro buscou discutir os desafios para a proteção da fauna e reforçar a cooperação entre as instituições para combater crimes ambientais. 


O evento foi marcado por um momento emocionante: a soltura de dois casais de micos resgatados do tráfico em Togo, em fevereiro de 2024. O público presente se emocionou ao assistir imagens da reintrodução da espécie na natureza, que ocorreu no mesmo dia no município de Macaé.


Sobre o projeto GEF Áreas Privadas  

 

O Projeto GEF Áreas Privadas – Concretizando o potencial de conservação da biodiversidade em áreas privadas no Brasil é financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua gestão financeira é realizada pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), sob a coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).  Na Mata Atlântica coexecutado pela Associação Mico Leão Dourado (AMLD) e no Cerrado pela Fundação Pró Natureza (Funatura). Os principais objetivos são ampliar o manejo sustentável da paisagem, contribuir para a conservação da biodiversidade e fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil.

 
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