O encontro, na sede da AMLD, em Silva Jardim (RJ), permitiu aos participantes identificar lacunas de pesquisas científicas necessárias para a eficiência da restauração ecológica, fundamental para a biodiversidade.
A Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) realizou, no dia 13 de junho (sexta-feira), uma reunião estratégica para discutir os desafios científicos relacionados à restauração florestal — um dos eixos de atuação do Projeto GEF Áreas Privadas na Mata Atlântica do Rio de Janeiro.
O encontro, realizado na sede da AMLD no município de Silva Jardim (RJ), reuniu representantes do Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além das secretarias de Meio Ambiente de Silva Jardim e de Administração, de Casimiro de Abreu.
A reunião permitiu aos participantes identificar lacunas de pesquisas científicas em determinadas áreas do conhecimento para a eficiência da restauração ecológica, fundamental para a biodiversidade.
“A ampliação da restauração ecológica na região exige o fortalecimento da pesquisa científica para enfrentar desafios específicos gerados pelo histórico de uso e ocupação do solo. Diante desse cenário, precisamos aumentar o número de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de técnicas adequadas para a restauração, especialmente em áreas de difícil recuperação, como solos degradados e ambientes encharcados.
A sistematização de informações científicas, a implementação de uma base de dados estruturada e a ampliação do conhecimento técnico são fundamentais para embasar e aprimorar as ações de restauração na região”, explicou o coordenador de Restauração Florestal da AMLD, Carlos Alvarenga.
A conexão de fragmentos florestais – a maioria deles em áreas privadas – também é vital para o mico-leão-dourado, que habita apenas a Mata Atlântica de baixada. As demandas levantadas servirão de base para um grande encontro de gestores e pesquisadores, que será promovido pela AMLD ainda este ano.
“Nossa expectativa para este encontro é apresentar experiências, técnicas, pesquisas e discussões pertinentes aos desafios na cadeia de restauração ecológica identificados na bacia do São João. Experiências que poderão ser testadas, ou até mesmo validadas em campo, no âmbito do projeto”, destacou Carlos.
Depois da reunião, todos os participantes foram convidados a visitar as trilhas do Parque do Mico-Leão-Dourado e conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pela Associação.
Confira abaixo as principais necessidades levantadas na reunião:
Sobre o Projeto GEF AP
O Projeto GEF Áreas Privadas – Concretizando o potencial de conservação da biodiversidade em áreas privadas no Brasil é financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua gestão financeira é realizada pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), sob a coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Na Mata Atlântica coexecutado pela Associação Mico Leão Dourado (AMLD) e no Cerrado pela Fundação Pró Natureza (Funatura). Os principais objetivos são ampliar o manejo sustentável da paisagem, contribuir para a conservação da biodiversidade e fortalecer a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas no Brasil.