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Região do Mico-Leão-Dourado contará com mosaico de áreas protegidas
16/11/2009
Uma reunião realizada no último 06 de novembro, no Centro Educativo da Reserva Biológica de Poço das Antas (Silva Jardim, RJ), promoveu os esforços conjuntos de instituições ambientalistas da região para o reconhecimento do Mosaico de Áreas Protegidas Mico-Leão-Dourado, já em processo junto ao Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A reunião foi coordenada pelas unidades de conservação federais da região, gerenciadas pelo ICMBio, e pela Associação Mico-Leão-Dourado, contando com representantes das prefeituras de Macaé, Casimiro de Abreu e Cabo Frio; do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) com sua Superintendência Regional de Macaé; dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Macaé e do Rio São João e Lagos; das ONGs MERO e GEMA; e proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).

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Se os planos do grupo correrem bem, até o início de 2010, o Mosaico Mico-Leão-Dourado estará reconhecido, com seu conselho atuando e um bom plano de ação estruturado e em execução, contemplando programas de fiscalização, combate e prevenção de incêndio, educação ambiental, comunicação e pesquisas científicas. Segundo o chefe da Reserva Biológica União, Whitson Costa Junior, a principal função do Mosaico de Áreas Protegidas é a gestão integrada das unidades de conservação, as quais se fortalecerão com o intercâmbio de recursos, ampliando, por exemplo, o poder de fiscalização dessas unidades e entorno. Vale lembrar que as unidades de conservação região resguardam os últimos remanescentes do habitat original do mico-leão-dourado – a Mata Atlântica da baixada litorânea do estado do RJ.

O Mosaico Mico-Leão-Dourado será formado pelas Reservas Biológicas de Poço das Antas e União; a Área de Proteção Ambiental da Bacia do São João/Mico-Leão-Dourado; o Parque Estadual dos Três Picos; os Parques Naturais Municipais Atalaia (Macaé), Córrego da Luz (Casimiro de Abreu) e Mico-Leão-Dourado (Cabo Frio); e as várias Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da região.

“As áreas protegidas da região tem enorme importância não só pela conservação da biodiversidade regional, mas também pelos outros inestimáveis serviços ambientais prestados, como a manutenção de fontes de água, o controle climático, a contenção de encostas, apenas para citar alguns” – afirma Rosan Fernandes, ecólogo da Associação Mico-Leão-Dourado, instituição que coordena o Projeto Mosaicos, o qual também promove o fortalecimento de outros três mosaicos do estado do RJ: Mosaico Central Fluminense, Mosaico Mantiqueira e Mosaico Bocaina; contando com a parceria das organizações Valor Natural, Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica.

O emblemático mico-leão-dourado é uma espécie de primata endêmica da Mata Atlântica da baixada litorânea fluminense, só existindo nesta região e em nenhuma outra parte do planeta. Apesar de raro, o mico-leão-dourado tornou-se um símbolo internacional da conservação da natureza, despertando a atenção de todo o mundo para a importância da conservação das florestas tropicais e pela busca de um meio ambiente sadio e um futuro muito mais promissor para a humanidade.

As unidades de conservação (UCs) são áreas que protegem amostras de nossos ecossistemas, criadas pelo poder público, em suas várias esferas: municipais, estaduais e federal; podendo ser de domínio público ou privado, como os parques, reservas, estações ecológicas e áreas de proteção ambientais, dentre outras. Definidas pela Lei No 9.985/2000, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, ou SNUC, as UCs podem ter tamanhos variados, desde alguns hectares e milhares de quilômetros quadrados, a depender de sua localização e importância.

Os Mosaicos de Áreas Protegidas são formados por grupos de unidades de conservação e tem como principal objetivo a gestão integrada destas unidades, promovendo o fortalecimento mútuo das mesmas. Os Mosaicos promovem a identidade de uma determinada região, como uma cadeia de montanhas, um conjunto de bacias hidrográficas ou a área de ocorrência de uma determinada espécie de fauna ou flora. Por meio desta estratégia de conservação, é possível, por exemplo, a soma de recursos para o cumprimento das funções de suas unidades, como em campanhas de fiscalização, a educação ambiental e assim por diante.

Maiores informações com Rosan Fernandes pelos fones (22) 2778-2025 e 9948-7600, ou rosan@micoleao.org.br
Veículo: Associação Mico-Leão-Dourado
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